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 Parede de Escalada

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Zeus
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MensagemAssunto: Parede de Escalada   Sex Jun 21, 2013 11:30 am

Parede de Escalada

Zeus


A parede de escalada é um desafio para vários semideuses do Acampamento Meio-Sangue. A parede de escalada se estende a mais de três metros e o semideus que ousar subir a parede, deve subir ligeiramente. Lava e rochas em chamas são disparadas do topo, afim de 'apimentar' ou simplesmente dificultar a subida do semideus. Além disso, se não chegar no topo a tempo, se chocará a outra rocha e bom, isso não deve ser legal.

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Melody Beaumont
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MensagemAssunto: Re: Parede de Escalada   Sab Jul 13, 2013 9:37 am






Havia voltado a pouco tempo do Bosque do Medo, estava com um tédio terrível.  Meu humor que normalmente já era bem baixo e nada agradável estava ainda pior. Doom corria feliz ao meu lado, rosnando ves ou outra para algum semi-deus desavisado que se aproximava de mais dele ou de mim.
Eu passei por algumas filhas de Afrodite que sorriram felizes e animadas ao me verem acenando, como se minha presença fosse algo maravilhoso. Argh, a alegria delas e a forma como pareciam gostar de tudo e todos me enjoava, me soava falso e irritante, então apenas as ignorei e continuei meu caminho. Um filhote de coruja passou por mim, conversava com um filhote de javali, não pude deixar de dar um sorriso sarcástico ao filho de Ares, que por acaso era o mesmo que estava com o irmão que eu arrancara a cabeça, ele me olhou com ódio e virou a cara, comecei a rir, o ódio dele era tão engraçado, parecia que eu tinha o ofendido pessoalmente, o que eu achava que de fato tivesse acontecido.
Parei em frente a Arena, pensando em treinar um pouco com minha foiceou talvez com as lâminas que eu tinha ganhado de presente, mas simplesmente não estava afim, decidi por fim que iria até a parede de escaladas, talvez fosse divertido ou ao menos me tirasse do tédio que parecia me consumir.
Ao volta a andar ouvi Doom gemer baixo, e ri, passando a mão por uma das cabeças, ele adorava meus treinos na arena, pois ele sempre ia junto, e sempre acabava por destruir algo(e com sorte alguém).
- Hoje não Doom, quero algo mais divertido.
Expliquei baixo e voltei a andar, não demorou muito para que eu chegasse a parede, cheguei a tempo de ver um novato cair, ele não estava no alto, e não se machucou muito, mas a cena dele gritando como uma filha de Afrodite quando descobre que algo destruiu seu penteado ou sua roupa foi absurdamente divertido, ri comigo mesma, puxando um par de luvas de couro do meu bolso e as colocando.
- Fica.
Falei para Doom e segui na direção  da parede, a olhei de baixo para cima até o topo. Algumas pedras caiam, e uma delas passou perto de mim, caindo ao meu lado.
Não esperei mais, me segurei nas primeiras pedras e comecei a subir, o começo era tranquilo, a coisa se complicava mais para cima. Alguns pequenos pedregulhos passavam por mim, um ou outro me acertava, mas nada de tão grave. Ainda.
Eu estava quase na metade, quando percebi que uma pedra com fogo ao redor vinha na minha direção, eu havia me distraído e não teria muito tempo para me desviar, pulei para o lado me segurando em uma pedra sobressalente, o que não foi suficiente, a pedra passou raspando por meu braço o que me causou uma bela queimadura, fechei os olhos encostando o rosto no outro braço mordendo o lábio, aquilo realmente havia doído.
“Droga, droga….”
Eu xingava mentalmente sentindo o ardor que se acomodava ali, e parecia irratiar por meu braço. De fato aquilo doía bastante, mas não seria aquilo que me impediria de continuar, me segurei firme com o braço bom e deixei o braço ferido cair ao lado do meu corpo tentando recuperar a força nele para continuar, foi quando vi mais uma pedra vir em minha direção, me concentrei nela, e usando algo que herdara do papai, a joguei para o outro lado, ouvi um grito, o que me dizia que provavelmente eu passara perto de acertar alguém, bem, quem não quisesse se arriscar que desse o fora dali.
Meu braço ainda doía, mas eu já havia me acostumado com a dor (Se se pode se acostumar com o braço com um corte e queimando).
ME segurei e voltei a subir, olhava sempre para cima, prestando atenção as pedras que vinham em minha direção e tentando me desviar delas quando possível, o que nem sempre era possível, minha roupa estava chamuscada em várias partes, eu tinhas mais alguns pontos vermelhos nos braços e pernas, graças a pequenas gotas de lava que me acertavam durante o trajedo.
Estava acima da metade quando o que eu jamais imaginaria aconteceu. Uma pedra enorme veio em minha direção, eu tentei me desviar, mas ao fazer isso, pisei em uma pedra que se soltou, a pedra que caia passou pelo braço que já estava machucado piorando ainda mais o ferimento. Eu soltei um grito de dor e minha escapou, acabei me segurando apenas com uma mão.
Podia ouvir gritos abaixo de mim e um ganido alto, como se lamentasse não poder fazer nada, era Doom eu sabia. Ouvi a voz de Quiron, mas não me concentrei nela, eu não desistiria, mesmo que custasse minha vida. Voltei a segurar em uma pedra com a mão ferida e o que me deu maior sustentação apesar da dor que parecia fazer parte de cada musculo de meu braço. Achei um lugar para apoiar o pé, usei isso para me impulsionar e voltar a subir,  Meu braço doía, e basicamente, eu só tinha um braço para subir, jás que o outro eu mal aguentava levantar e cada vez que o usava para me segurar, sentia meu nervo e musculo reclamar.
Continuei subindo, me concentrando apenas naquilo. Quando dei por mim estava quase no topo, o que era ótimo, jás que o sangue escorria por meu braço de uma forma medonha. Ao chegar ao fim, um Sátiro estendeu a mão para me ajudar no final.
Ele só podia estar zuando, depois de tudo que eu passei ele esperava que no final eu quisesse ajuda? Pensei seriamente em segurar a mão dele e puxá-lo de forma que ele caísse la de cima, e quem sabe algumas pedrinhas por cima para ele parar de achar que eu precisava de ajuda.
Mas não o fiz, eu já estava encrencada com Ares por arrancar a cabeça de um dos preciosos filhos dele, enão queria mais problemas, Senhor D acabaria por me mandar embora de lá se eu continuasse a causar problemas.
Terminei de subir, ignorando completamente a mão do sátiro estendida de forma tão atenciosa para mim.
Claro que ao chegar lá embaixo tive que ouvir Quíron brigar por eu não ter parado quando me machuquei, e explicar que se algo me acontecesse ele precisaria se explicar para meu pai.
Suspirei ouvindo o que ele dizia, meu braço pingava sangue e Doom parecia olhar-me com certa preocupação.
Segui para meu dormitório, apesar das crises de Quíron me dizendo que eu  precisava ir a casa grande cuidar daquilo, e que um dia eu teria que aceitar ajuda. Eu havia visto minha mãe morrer, enfrentei sozinha dois monstros com apenas 10 anos, terminei com um braço e duas costelas quebradas e mesmo assim não havia conseguido proteger minha mãe.
Se quando eu realmente havia precisado não tive ajuda, por que iria querer agora? Me sentei em minha cama no dormitório começando a cuidar do ferimento em meu braço.


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Hades
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MensagemAssunto: Re: Parede de Escalada   Seg Jul 15, 2013 11:02 am

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Está de parabéns pela escrita e pela história criada
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MensagemAssunto: Re: Parede de Escalada   Qui Jul 18, 2013 12:12 pm


Treinamento
Saindo do templo e vou em direção à parede de escalada que ficava a alguns metros de distancia do templo, passo pelo portão da Arena e vejo vários campistas aperfeiçoando suas habilidades em vários tipos de modalidades, tinha filhos de Ares lançando discos de pedras super pesados, filhos de Apolo treinando tiro ao alvo com seus arcos mágicos e os filhos de Atena treinando seu conhecimento com jogos de memorizar coisas.

Vou até um instrutor e o peço para por o nível medido de dificuldade da parede de escalada, ele me olha dos pés a cabeça e fica um pouco surpreso com minha escolha, dou um sorriso malicioso e o sigo para onde ele me indicou, ponho o equipamento de segurança um capacete de proteção joelheira, cotoveleira e uma proteção peitoral.

Ele aponta para a parede e eu vou na direção dela, outro instrutor coloca a corda de proteção presa a minha cintura, ele me da algumas dicas faço um afirmativo com a cabeça dizendo que compreendi tudo que ele me falou, mas não prestei muita atenção pois estava mais focado em como iria chegar até lá em cima, ponho meu pé um uma das pedras e ela estava fixa respiro fundo e vou subindo, a dificuldade ia aumentando a cada passo que eu dava em direção ao topo, ponho minha mão em uma pedra e ela solta como se fosse feita de isopor, quase caio, respiro e volto a subir, quando já havia subido cinco metros a parede começou a se mover em direção ao chão me fazendo correr para o topo, as pedras cada vez mais longe uma da outra, eu tinha que me esticar todo para poder alcançar pelo menos uma.

Pedras começavam a rolar em minha direção umas até estavam pegando fogo, uma grande pedra vem em minha direção e acerta meu braço me fazendo larga uma das pedras e quase caio. A parede estava cada vez mais rápido, os cinco metros que já tinha subido agora não passava de dois, me seguro em uma pedra e ela solta novamente, me balanço de uma lado para o outra com a corda e piso em cima de um pequeno bloco de pedra que por minha sorte estava solido. Começo novamente a escalar e as pedras volta a cair desvio de umas e de outras, as pedras de apoio agora não passava de pequenos e finos picos de pedras que se movimentava de um lado para o outro, eu subia cada vez mais após trinta minutos de luta havia subido novamente cinco metros, agora só faltava mais sete.

Respiro fundo, enxugo o suor que pingava de minha testa e vou firme na subida, sinto que meus próximos passos seriam cruciais para decidir se iria completar o percurso ou ia dar de cara com o chão. Sinto um arrepio percorrer meu corpo e vejo chumaços de fogo vir em minha direção, minhas pupilas delatam de medo e vejo que pequenos buracos se formavam em algumas rochas e lava ardente escorria delas em minha direção, me balanço de um lado para o outro e tomo impulso para desviar da larva que vinha em minha direção, eu não havia percebido que a parede tinha parado de descer quando percebo isso já tinha subido mais dois metros faltava só cinco, suspiro de tensão.

As bolas de lavas vieram em minha direção como se elas estivessem vivas e foram programadas para me destruir, tento desviar, mas uma delas acerta em cheio o meu peito, sorte a minha estar de proteção se não seria uma cena muito feia, o impacto me faz derrapar e vou em direção ao chão, quando me vejo estou deitado de bariga para cima pendurado a cinquenta centímetros do chão.

O instrutor chega próximo a mim e sorri e diz:
- Ate que foi bem, pensei que ia cair de primeira.
Suspiro e comprimento o instrutor em seguida vou embora, antes de sair passo um pouco de pomada que tinha em minha mochila para amenizar a dor de meu peito, agora tenho que ir para outro lugar, meu dia esta bem corrido hoje.


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MensagemAssunto: Re: Parede de Escalada   Qui Jul 18, 2013 12:32 pm

Muito bom, mas de novo pecou no diálogo, podia ter respondido o instrutor ou colocado alguns pensamentos enquanto ele subia a parade.

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MensagemAssunto: Re: Parede de Escalada   Sex Jul 19, 2013 9:01 am


Treinamento

Eu estava na trilha, bem no meio da encruzilhada, decidindo qual atividade eu iria fazer agora. Luta na Arena? A trilha sudeste é enorme, e não quero andar muito. Refeitório, comer mais? Acabei de sair de lá. Que tal... os Campos de Morangos! Me virei para ver a trilha leste e lá no final estava o portão. Virei um pouco mais os olhos e vi um grupo de campistas ao redor de uma parede. Dois campistas subiam ela, sem corda nem nada, com lava escorrendo na direção de seus olhos. Olhei com mais atenção e reconheci o lugar: a Parede de Escalada do Acampamento. Girei mais o corpo e caminhei na trilha nordeste até lá. Fazia um baita calor no Acampamento, por isso, ao chegar lá, eu estava ensopado da cabeça aos pés. Entrei no meio do grupo de campistas e ergui a mão bem quando os dois ocupantes da Parede desciam.
- DEIXA EU IR, INSTRUTOR!
Sinceramente, eu me senti totalmente envergonhado logo depois de gritar desse jeito. Todo mundo me olhou, inclusive o instrutor, que fez um sinal com as mãos para eu me aproximar dele. Então, enquanto eu abria caminho pela multidão, ele apontou para uma pessoa qualquer, que também se aproximou. Ficamos lado a lado enquanto o instrutor anotava umas coisas na prancheta.
- As regras vocês já sabem. Não pode empurrar, chutar, socar, puxar, esmurrar, estrangular ou tocar no outro competidor de propósito. O nível atual é o mais difícil, e isso significa que vai ter lava jorrando de algumas pedras. As pedras podem cair. Se vocês encontrarem um botão escondido, podem apertá-lo. Esse botão pode ser vantajoso para você ou não. Enfim, aos seus postos... preparar... 1, 2, 3, JÁ!
Como descrever o tamanho do meu salto? Não tenho a mínima ideia. Apoiei um pé em uma pedra e saltei, escalando rapidamente. Meu oponente copiou quase todos os meus movimentos, e estava se dando bem. Até que uma das pedras que eu me apoiei caiu, junto comigo. Parei lá no começo, enquanto ele estava lá no final. Certo de que ele iria vencer, me levantei e estapeei as vestes, para tirar a poeira... e vi um botão logo na minha frente. Olhei para cima. O topo estava a uns sete metros do chão, e o meu competidor estava quase no final. Sem hesitar, apertei um botão e voilà! Lava e pedras jorrou de duas pedras lá do topo, atingindo o meu oponente e derrubando-o. Enquanto ele caía, eu subia. Dei vários tapas nas pedras do outro lado do campo, derrubando-as, enquanto eu desviava das pedras e lava que vinham contra mim. O instrutor não parava de escrever na prancheta dele.
- E agora, hein? Quem está vencendo? Vai, Petter! Vai, Petter!
Agora sim, eu estava me sentindo o maioral! Foi quando eu vi ele apertando um botão e subindo. As pedras guiavam e ajudavam-no, e então ele começou a me alcançar mais depressa. Dei um chute em uma das pedras que ele se apoiaria, mas ele somente mudou a direção do braço e agarrou outra. Continuei chutando, até que uma das pedras incandescentes que jorravam do topo da parede atingiu minha testa. Infelizmente, eu fui caindo. Felizmente, eu caí em cima do meu oponente, levando-o junto lá para baixo. Enquanto eu ria infinitamente, o outro ficava berrando.
- ISSO NÃO VALE! ISSO NÃO É JUSTO! DESCLASSIFICA ELE, INSTRUTOR!
- Ele não fez isso de propósito, eu consigo ler as emoções dele. Então, isso é justo.
Logo, nós dois estávamos quase no topo. Lava jorrava, junto de pedras. Acho que batemos o recorde de mais tempo na parede. Abri um sorriso e fui escalando. Escalando. Escalando. Alcancei o topo... só que bem depois do meu oponente já estar lá embaixo, me esperando descer, com uma medalha de vencedor. Apertei um botão sem querer e todas as pedras caíram. Caí junto, obvio. Quando eu toquei o chão, as pedras voltaram aos seus lugares.
- Você foi bom. Merecia uma medalha por causa do botão, mas... que pena! Eu tenho que ir pro Artes e Ofícios, vejo você depois? A propósito, meu nome é Ben. E o seu?
Acho que fiquei confuso com esse monte de coisas que o garoto falava sem pensar. Mas abri um sorriso e respondi, com toda a calma do mundo.
- Valeu. Sim, te vejo depois. Me chamo Petterson, mas pode me chamar de Petter, prazer.
- Até mais, Petter!
Roubei um cantil de água da mão de uma menina enquanto ele se afastava da parede. Tomei um pouco da água no cantil e devolvi ele para a garota, que me deu um soco. Pra quê tanta brutalidade? Arfante com aquele cansaço e esforço enorme, misturado ao calor, saí correndo pro bosque. Lá tem sombras e uma caverna escondida...






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MensagemAssunto: Re: Parede de Escalada   Sex Jul 19, 2013 10:08 am

Muito bom o treino, parabéns
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Violett D. Van Deveraux
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MensagemAssunto: Re: Parede de Escalada   Ter Out 22, 2013 8:05 pm



Treinando, ou melhor, caindo.

***



Saí do chalé de Zeus tendo em mente algo para fazer. Optei por treinar na parede de escalada ao invés da Arena, por quê? Estou me perguntando isso desde que pus meus pés para fora, mas de qualquer maneira, treino é treino, independentemente se envolve lutar contra monstros ou subir por uma parede.
Assim que cheguei e informei ao instrutor que queria dar inicio à escalada, ele começou a me preparar com os equipamentos necessários, o que me fez pensar se era realmente tão perigoso. Era.
Quando eu finalmente estava pronta para começar, resolvi não perder mais tempo e ir logo fazê-lo. Apoiei o pé direito na primeira pedra da parede, logo impulsionando mais para cima, sempre buscando as pedras mais próximas. Já estava há uma boa distância do chão quando, com meu pé esquerdo, me apoiei em uma pedra que despencou parede a baixo, fazendo com que eu perdesse o equilíbrio quase por completo, minhas mãos sendo as únicas responsáveis por eu ainda não estar no chão. Quando pensei que não poderia piorar, começaram a cair pedras em minha direção.
Com a mão direita, tateei a parede atrás de uma pedra mais próxima e avancei em sua direção, uma pedra enorme que caía direto para mim passou de raspão, mas foi capaz de me dar um leve arranhão, que me deixou ligeiramente irritada. Comecei a escalar mais rápido e mais pedras de tamanho considerável - inclusive algumas em chamas - também começaram a cair com mais frequência. Droga! - pensei. Haviam algumas pessoas lá embaixo, me observando. Algumas sussurravam algo que não fui capaz de ouvir. Certamente estavam ali para rirem da minha cara quando eu caísse.
Voltei minha atenção e pensamentos para a parede e a distância em que eu já me encontrava do chão. Um arrepio percorreu minhas costelas. Mais uma rocha - por sorte não estava pegando fogo - vinha direto para mim. Estiquei mais ainda meus braços e pernas enquanto me impulsionava cada vez mais rápido para cima. Quando me dei por conta, minha mão direita me traiu. Apoiou-se em uma pedra falsa que me desequilibrou por completo e eu comecei a cair, me segurando para não soltar um grito.
Me vi há centímetros do chão.
- Eu não morri? - oras, que pergunta estúpida Violett. Óbvio que você não morreu, estava cheia de equipamentos, incluindo uma corda que estava o tempo todo a te dar segurança, sua tonta! - pensei.
- Não, você não morreu. - respondeu o instrutor, enquanto eu retirava meu equipamento. Me levantei tão rápido quanto quando havia decidido ir treinar. Alguns semideuses ainda me olhavam.
- Estão olhando o quê? - perguntei, o que os fez recuar alguns passos e os sussurros logo recomeçavam. Bufei e me retirei dali. Precisava de um banho e esfriar a cabeça. Por hoje chega de ação para essa semideusa.







Última edição por Violett D. Van Deveraux em Dom Dez 08, 2013 3:04 pm, editado 1 vez(es)
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Guilherme Antonius
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MensagemAssunto: Re: Parede de Escalada   Sab Dez 07, 2013 7:14 am


A Parede, o centauro e o tornozelo

LEGENDA:
 
Levantei-me com vontade de voltar a deitar.
Sinceramente, sempre achei que a bela adormecida é quem teve sorte por adormecer por cem anos, não envelhecer, não ter de fazer dever de casa e no final, encontrar o verdadeiro amor. Já nós, meio-sangues, pegamos a pior parte: Acordar cedo, treinar ou trabalhar. Fora isso que eu ouvi hoje, pela manhã, quando fui acordado por um filho de Ares,. que me deu um ultimato:
-Aqui, todo mundo faz alguma coisa. E isso inclui você, novato! Ou você treina, ou você ajuda no trabalho diário, que inclui limpar estábulos...
-Ou?
-Ou eu enfio sua cabeça na privada.
Encarei-o, incrédulo.
-Cabeça na privada? Tem ideia de como isso é brega? Se fosse eu, dava uns petelecos, mas privada já é muito ultrapassado.
-QUE SEJA! Mas saia dessa cama, seu preguiçoso.
-Beleza, então. Vou subir naquela parede de escalada, só pra te deixar com inveja, nervosinho.
O filho de Ares correu para me pegar, mas eu fui mais rápido. Corri na direção da Parede de Escalada.
Ela tremia, como se um gigante coçasse as costas nela, então, presumi que simulasse um terremoto. Também vi um líquido avermelhado e fumacento mais para cima, só podia ser lava. Desviei de um punhado de pedras, antes que me atingissem.
Soltei um assovio.
-Isso vai ser interessante.
Agarei o primeiro suporte e comecei a subida.
Os primeiros três metros foram fáceis, apesar de cansativos (Tente subir um paredão para semideuses com sono, logo às dez da manhã e em um outro fuso horário, e vai entender o que eu digo). Então, foi aí que tudo começou a complicar. A estrutura começou a tremer, calma no começo, mais violenta nos três metros seguintes. Então, vieram as rochas que começaram a despencar. Soltei um palavrão mental.
"Só faltava essa!", pensei, desviando da maioria dos pedaços. Todavia, uma pedra do tamanho de uma bola de tênis me atingiu na testa, e uma segunda arranhou meu braço.
"Aguenta firme, Guilherme. Depois você atira essas pedras naquele filho de Ares!".
Por volta dos dez metros, veio a lava.
-Ah não! Semideus torrado não! Aí já é demais!
Comecei descer aos pulos. Cheguei perto do fim, até que, por um leve descuido, soltei o apoio e caí, faltando dois metros. Atingi o chão em pé, com o peso todo na minha perna esquerda. A dor me deixou grogue. As dores me atingiam em ondas.
Devo ter xingado alto, pois logo em seguida, Quíron apareceu, me olhando como se eu tivesse jogado um bebê na caçamba.
-Acalme-se, meio-sangue. Consegue andar até a enfermaria?
-Ai!
-Tudo bem, acho que isso é um não.Eu o levo até lá.
Fui levado até a enfermaria.
O bom é que, no fim das contas, tive que descansar, ou seja, pude voltar a dormir!
Dormi como um anjo (que eu não era) pelas duas horas seguintes.
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Petterson F. Stringuer
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MensagemAssunto: Re: Parede de Escalada   Seg Dez 09, 2013 3:29 pm


Lago'

I'm Good Boy!? No! I'm Very Bad!







Em uma linda noite saio de meu chalé e vou em direção a um pequeno mais mortal desafio, após um de meus meio-irmãos ter comentado sobre o desafio da parede escala, senti-me um pouco tentado a participar, mesmo tido feito isso antes, após caminhar um pouco seguindo a risca as instruções dadas pelo meu meio-irmão, chego no local.
Fico na frente da parede e fico a inspecioná-la, a primeira vista era uma parede de escalar normal com os apoios para que a pessoa pode-se escalar a parede, sim era uma parede normal até que olho para sua extremidade superior que avia rochas presas por cordas e alguns sacos de areia também me viro e olho para uma parede que estava perpendicular a ela, isso sim parecia um desafio meio-sangue a parede era normal como qualquer outra, mais tinha uma diferença na parede escoria magma fervente, suponho que mudaram algumas coisas desde a minha última vinda. Tento não ligar para esse detalhe mais também tinha uma coisa que me assustava como sempre, a altura, por mais que eu ficasse um pouco abaixo da metade da parede, a ideia de ficar a uma altura de quatro metros me assustava um pouco mais resolvi deixar esse medo bobo pra lá, me viro e vejo que uma pessoa estava parada ao meu lado, era um campista, logo ele se pós a falar.
__ É sua primeira vez aqui, não é?
Disse ele, um garoto alto e com músculos desenvolvidos, de pele morena e cabelos negros e olhos castanhos escuros, que estava a meu lado olhando para a parede com um olhar de despreocupação.
__ Não... Já vim algumas vezes, mas a um tempo...' e você?
Perguntei curioso.
__ Não, eu já superei esse desafio a muito tempo, não faço mais esse tipo de coisa estou em um nível diferente
Fala ele de maneira debochada e se gabando ao mesmo tempo, o que me deixa com um pouco de raiva dele mais nada que deixa-se meus olhos negros.
__ E o que esta fazendo aqui então? em poderoso chefão.
Falo de maneira mais debochada ainda.
__ Vi que você pensava em tentar e resolvi ajudar, mas acho que foi uma péssima ideia.
Fala ele se virando para ir embora, mais eu logo me desculpo e ele se apronta em me ajudar, me dando alguns conselhos sobre como funciona a parede, o que custava agir como um novato?!  ele me diz que a parede com lava vai se aproximando de pouco em pouco da parede de escalar até que as duas formem uma, então o desafio é subir a parede em um intervalo de tempo de cinco minutos, que é o tempo mais ou menos em que as paredes se chocam. Ele também diz que os apoios as vezes acionam algumas armadilhas como por exemplo, um desabamento de rochas ou até mesmo areia que é jogada do alto da parede para dificultar a escalada.
Com as dicas recebidas eu coloco as braçadeiras e começo a escalar a parede, coloco meu pé em um apoio que estava firme e minha mão em um apoio acima de minha cabeça, repito os mesmo movimentos com o outro pé e a outra mão, com o corpo todo o corpo apoiado na parede, começo a escalar a parede começa a se tremer toda como se estive tendo um poderoso terremoto, deixando a escalada um pouco desconfortável quando fico a mais ou menos um metro de distancia do solo coloco minha mão em um apoio que aciona uma armadilha "Droga", penso, então vejo que rapidamente um saco de areia vem em minha direção, com um pouco de agilidade vejo um apoio afasta, rapidamente coloco minha mão sobre ele e assim salto segurando o mesmo com minhas duas mãos deixando meu corpo livre, assim evitando ser acertado pelo saco de areia, ao mesmo tempo coloco meus pés em dois apoios mais abaixo, continuo a subir e vejo que a parede lava estava a se aproximar mais, continuo a escalar a parede que tremia com mais intensidade do que antes, devido estar mais perto do topo da parede, ao colocar meu pé em um apoio azul novamente aciono uma armadilha e dessa vez uma chuva de pequenas rochas vem caindo de forma inclinada, colo meu corpo na parede assim evitando o ataque das rochas e continuo a subir, vejo que só faltam apenas um metro para chegar ao topo mas ao olhar para traz vejo que a parede de lava esta a apenas um metro de se chocar com a parede e eu.
Com muito esforço salto e alcanço um apoio que estava um pouco longe assim chegando a extremidade superior parede, com muita dificuldade ergo meu corpo mas meu cadarço fica preso em um apoio tento puxar meu pé, mais não consigo vejo que a parede de lava esta a apenas alguns centímetros do meus pé, tão perto que já dava pra sentir seu calor infernal, se não pensa-se em algo rápido perderia meu pé com toda a certeza, é com pesar que iria fazer aquilo mais tinha que ser feito retiro meu sapato rapidamente e puxo meu pé com força deixando todo o meu corpo em cima da parede, e um segundo depois a parede de larva para e volta ao seu lugar de origem, desço da parede com um salto e vejo o Campista experiente aplaudir com um sorriso nos rosto.  
__ Você foi muito bem.
__ Obrigado.
__ Como você se chama mesmo?
__ Petter, Filho de Apolo e você?
__ Sou Thor, filho de Ares, foi um prazer te conhecer.
__ Digo o mesmo.
E me despeço dele e vou direto para meu chalé para dormir uma linda noite de sono.




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Petterson F. Stringuer
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MensagemAssunto: Re: Parede de Escalada   Seg Dez 09, 2013 3:33 pm


Lago'

I'm Good Boy!? No! I'm Very Bad!






O Camp Half-Blood era um lugar incrível, nunca imagine que havia um lugar assim nesse planeta, tampouco imaginava que a existência de seres mitológicos era verdade. Em todo o lugar que eu passava havia semideuses treinando, sátiros correndo atrás das dríades tentando conseguir um beijo delas inutilmente, náiades cuidando do rio e diversas outras coisas que qualquer pessoa iria se espantar ao contemplar essa visão.

Decidi, então, fazer algo também. Como sempre sou ousado, fui até a parede de escalada para treinar. Mas quando cheguei fiquei espantado, pois havia lava caindo como uma cachoeira do topo da parede. Escalando na parede, um garoto se esforçava para não cair, porém ele subia agilmente, quando trocava de apoio tinha uma precisão sobre-humana, mas isso já era de se esperar de alguém do acampamento. O garoto conseguia desviar facilmente da lava escaldante que jorrava do topo. Ele conseguiu alcançar o ponto mais alto e desceu em seguida para que eu pudesse tentar também. O semideus se aproximou e falou comigo.

- Olá. O que faz aqui jovem campista? - perguntou o rapaz.

- Eu queria tentar - falei em tom desafiador. O semideus olhou para mim meio incrédulo e depois voltou seu olhar para a parede de escala e deu uma risadinha tentando se conter.

- Você acabou de chegar ao acampamento e já quer tentar a parede de escalada? Você está louco garoto. Por que você não tenta esgrima?

- Eu quero ir na parede - enfrentei ele.

- Tudo bem, mas se você morrer não me culpe.

Perguntei sobre os equipamentos de segurança, mas não havia tais equipamentos. Ele me dissera que era um desafio muito difícil, por isso não era recomendado para campistas novatos. Não me importei com o fato de não haver equipamentos e comecei a escalada. Aquela parede era enorme, se eu caísse do topo provavelmente iria quebrar dois ou três ossos. Estava determinado e sabia que conseguiria chegar ao topo tranquilamente, mas eu havia esquecido uma coisa: a lava. Eu havia coloca meu pé esquerdo em um apoio mais elevado para tomar impulso, porém a cachoeira de lava despencou, eu pulei para o lado antes que me atingisse. Consegui por um triz, mas minha calça ficou chamuscada por causa da torrente. Outro imprevisto havia acontecido. No momento em que eu tinha desviado da queda de magma, eu não encontrara um bom apoio para me segurar, resultando na minha queda. Felizmente eu não estava muito longe do chão. Portanto, quando caí de bunda no chão, doera só um pouco. Levantei e comecei a escalar novamente, dessa vez prestando atenção à cachoeira de lava ou eu definitivamente morreria ali, naquela parede. Vagarosamente, e com muito cuidado, coloquei um pé num apoio mais elevado, então impulsionei meu corpo e já agarrei outro apoio com a minha mão subindo com um pouco de dificuldade. Prestei bastante atenção na lava, mas frequentemente respingava um pouco em minha roupa. Ainda bem que eu não fora com uma roupa boa, por que aquela que eu estava usando já havia queimado quase tudo. Por fim, com muita perseverança, com consegui alcançar o topo da parede de escalada. Agora tinha que voltar ao solo. Desci calmamente, na mesma velocidade que havia subido, porém consegui descer sem ocorrer alguma queda. Olhei para a minha roupa toda queimada.

-Preciso de trapos novos...'




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Violett D. Van Deveraux
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MensagemAssunto: Re: Parede de Escalada   Seg Dez 09, 2013 5:35 pm



Sweet Challenge

***



Eu estava enfrentando um dia muito, muito tedioso. Acredite se quiser, isso é raro, mas acontece, então decidi fazer algo de útil ao invés de ficar só esperando que a aventura venha me buscar. Vesti-me adequadamente e segui para a parede de escalada, um de meus desafios favoritos desde que vim aqui uma última vez.
Não deu muito tempo até que chegasse lá, como sempre, o lugar estava repleto de campistas, posso garantir que pelo menos uns sessenta por cento estavam ali apenas para observar o tombo ou a vitória dos outros. Eu odeio isso.
- Hm, oi, eu gostaria de tentar... De novo. – me dirigi ao instrutor, a última parte saiu quase em um sussurro.
– Tudo bem, mas você tem certeza disso? É sua primeira vez aqui? – ele disse. Beleza, pensei que os instrutores só estivessem ali para colocar os equipamentos, mas ok.
– Absoluta. – respondi apenas a primeira pergunta, estava mais certa de que iria fazer aquilo do que nunca.
Ele não me questionou mais. Apenas me ajudou com o equipamento e, em instantes, eu estava na parede, com as mãos tateando a mesma em busca de apoio.
“Foco, Violett, foco.” – pensei enquanto percebia que quase me apoiara em uma pedra falsa. Assim que cheguei mais para cima, como esperado, rochas começaram a rolar.
“Eu odeio pedras, definitivamente.” – esse pensamento, por mais que possa parecer estúpido, têm me motivado a desviar da maioria.
No entanto, infelizmente uma delas me acertou, fazendo com que eu caísse um pouco, mas fui capaz de retomar na velocidade anterior. No momento impulsionava os joelhos na tentativa de ir mais rápido, quando tive a sensação de que estava sendo observada, eu simplesmente odiava aquilo. Claro que tinha alguns lá embaixo observando, apenas esperando para rir da minha cara quando eu for cair. Mas eu não vou cair. Não desta vez.
Comecei a me disciplinar para seguir sem demonstrar fraqueza, o que era difícil, principalmente quando várias pedras em chamas despencaram lá de cima. Uma delas passou raspando, chamuscando a manga da minha roupa, que consegui “apagar” com um pouco de esforço da outra mão. Eu havia perdido um pouco de velocidade, mas tentei compensar subindo sem parar, um pouco mais lentamente, ainda assim sem parar.
“Uhum, estou quase lá”.
Não deixei que comentários do tipo “Ela vai cair já, já.” Ou “Aposto que aquela pedra vai acertá-la”, que podiam ser ouvidos vindos lá de baixo, me fizessem desistir. Podia não ser a mais habilidosa dos semideuses, mas era bastante persistente.
“Quase lá”. - repeti em minha mente.
Continuei subindo mais um pouco, quando cheguei a uma altura que me satisfez, quase no topo, resolvi que era melhor parar por hoje. Comecei a descer entre pulos, quando me dei por conta, já estava pisando em solo firme.
Recebi ajuda para remover os equipamentos e quando me vi livre deles, fiz uma reverência como agradecimento para os que ficaram me observando à espera da minha queda. Me lembrei de algo que minha mãe costumava dizer quase sempre e que se encaixou naquela situação. Pus meus pés para fora do lugar sorrindo com a voz dela em minha mente: “Loira pirracenta.”





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Hades
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MensagemAssunto: Re: Parede de Escalada   Seg Dez 09, 2013 7:28 pm

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MensagemAssunto: Re: Parede de Escalada   Seg Dez 09, 2013 8:17 pm



Pausa, pausa! Hora da história

Estou sozinha na parede de escalada, não citei ninguém. Estou vestindo isto. É manhã e o céu está nublado. Não importa a cor das falas, pois não há nenhuma aqui.

Como fui parar nessa situação? Três dedos separavam-me de uma queda de pouco mais de dois metros, e como sempre a sortuda aqui estava usando a mão machucada. Um a um escorregavam, ter todo o peso aplicado em tão poucos pontos não era algo sustentável – não seria hipérbole dizer que sentia meus tendões implorando por misericórdia. Mas voltando à pergunta: Como parara ali? Hum... Daqui a uns segundinhos vou ver minha vida passar diante de meus olhos, então por que não adiantar um pouco as coisas e relembrar?

Era tudo culpa de uma maldita frase solta: “Merece um prêmio, quem chega no topo daquela parede assassina”. Pois bem, a moça que tratara de minha mão proibiu-me de treinar esgrima por alguns dias, mas nada disse sobre escaladas. Sim, eu sei: É óbvio que se nem posso manusear uma espada seria loucura tentar escalar. Todavia entre o saber e o fazer existe uma barreira chamada “ignorar”, tendo o tédio como seu alicerce. Um alicerce bem firme, aliás. A proposta de um desafio, então, foi irrecusável. Assim que terminei de comer corri em direção à tal parede assassina, a qual fazia jus ao nome: De pedras a lava, tudo caia daquele negócio. Ora ou outra a estrutura estremecia, o que fazia tudo soar mais interessante para mim. Aquilo era um treinamento, certo? Então não devia ser tão perigoso. Sem esperar instruções apoiei o pé num afundamento, agarrando a parede com ambas as mãos e enfiando o segundo noutro. Tive de tirá-lo logo em seguida: Um filete de lava vinha naquela direção. Passei-o para um ponto mais elevado, reposicionando o outro sobre uma saliência próxima. Transferi o peso para este enquanto levava aquele mais para a esquerda, tentando evitar a rota de uma rocha maior. O grande problema foi que me esqueci de recolher o braço, não fosse o puro acaso teria quebrado-o antes de me afastar vinte centímetros do chão. Sim, tudo aquilo por menos de vinte centímetros. Frustrante? Com certeza. E foi num processo igualmente lento que atingi um metro e trinta de escalada. Não vou descrever tooodo o processo pois isso levou uma frustrante hora. Frustrante, mas sem acidentes, então é irrelevante. As coisas começaram a piorar quando atingi aquela altura: Um tremor fez com que a saliência em que eu me apoiava ruísse, deixando todo o peso a encargo dos braços. Preciso dizer o quanto doeu? Sim? Pois bem: Imagine uma goma de mascar. Agora imagine que alguém pegou as duas extremidades da tal e puxou. A goma sou eu. Parecia que ia deslocar o ombro! Toda a musculatura gemeu para impedir a queda. Se melhorou quando finalmente recuperei o apoio? Há! Seria bom de mais para ser verdade. Por algum motivo que escapava à minha compreensão a sensação era a de um ardor tremendo, quase queimante, e teria realmente chegado a esse ponto se eu não tivesse percebido que outro fio de lava vinha em minha direção. Com um grito soltei mão e pé esquerdos, dependurando-me e torcendo para que nenhum outro tremor ocorresse. Não via qualquer propenso suporte, então fui obrigada a fazer algo arriscado: Joguei o peso para trás, batendo de costas contra a parede e olhando para o lado em busca qualquer orifício ao qual pudesse me agarrar. Doeu um bocado e provavelmente me esfolei, mas comparado às outras dores aquilo não era nada.  Não era possível prosseguir posicionada assim, logo me preparei para virar de novo.  Mal tirara um pé e já sentia um novo tremor, por pouco conseguindo voltá-lo para o lugar e assim evitar uma queda. Estava ofegante, a poeira entrava em minhas narinas e fazia-me tossir, o coração esmurrando as costelas, mas mesmo assim prossegui.  Envolvi uma protuberância maior com meu braço direito, terminando de virar-me ao colocar o pé num ponto abaixo. Tremor. A pedra abraçada se soltou, caindo e quase me levando junto. Outra menor atingiu o braço agora livre, rasgando pele e arranhando carne. Foi tanta dor que, temendo o que poderia ver, desviei o olhar da ferida. O certo seria desistir e descer, mas quem diz isso para minha cabecinha obstinada? Já chegara até ali, mais fácil cair do que desistir. De fato era o que ocorreria. Em suor e sangue avancei mais algumas dezenas de centímetros, a todo o momento tendo de desviar de fragmentos de rocha e correntes de lava. Sempre que era impossível escapar usava o braço já ferido para amortecer o impacto das pedras, no qual já se via mais sangue do que pele. Não é de se admirar que a vertigem tenha me tomado, e menos ainda que o destino tivesse se aproveitado disso para me ferrar: Um estouro, pedras voando, lava caindo. Uma nova fonte de rocha líquida nascia ao meu lado. Todos os apoios me deixaram, apenas restando o da mão machucada. Bem, chegamos ao presente. Ou ao menos ao presente do passado, pois esse tempo em que relembrei a história foi o suficiente para que meus dedos não mais suportassem e deslizassem pela parede. A superfície áspera esfregou-se contra a pele, rasgando o que tinha para rasgar e piorando o que já tinha se rasgado. Honestamente, não tenho palavras para a dor, era como ser esfregada num ralador de queijo gigante! Escorreguei assim por mais ou menos um metro e meio antes de cair de vez. Não houve bem uma sequência, tudo se chocou contra o chão ao mesmo tempo, e ainda consegui soltar um arquejo antes que minha visão escurecesse (talvez algum mecanismo secreto e milagroso para não enlouquecer de agonia).

Mesmo que eu esteja morrendo
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